Dodge Super Bee 1969
Concluída

Dodge Super Bee 1969

Ficha técnica

Marca
Dodge
Modelo
Super Bee
Ano
1969
Cor
Laranja
Situação
Concluída
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Sobre o projeto

A história deste Super Bee

Em 1968, a Plymouth havia virado o mercado automotivo do avesso com o Road Runner: um carro despojado de luxos supérfluos, barato e com força bruta sob o capô. Inconformada por ter perdido a primazia desse segmento de "músculo operário", a Dodge exigiu sua própria resposta. Criado a partir da carroceria B-body do Coronet e batizado em alusão à clássica plataforma "B" da Chrysler com a mascote de uma abelha de capacete e óculos de corrida, o Dodge Super Bee nasceu para a briga de rua. Em 1969, ele atingiu seu ápice definitivo.

Para a linha de 1969, a Dodge adicionou a desejada carroceria Hardtop sem coluna central (junto ao cupê tradicional) e redesenhou a dianteira com uma grade dividida bipartida por um ornamento vertical cromado e novas lanternas traseiras horizontais. As faixas esportivas circundavam a traseira exibindo o logotipo da abelha furiosa (Scat Pack Bee). Contudo, a verdadeira lenda daquele ano surgiu no meio do ciclo de produção: o infame código opcional A12.

O pacote A12 transformou o Super Bee em uma máquina quase artesanal de arrancada direto da fábrica. O capô convencional de aço dava lugar a uma peça inteiriça de fibra de vidro em preto fosco antirreflexo, sem dobradiças seguro apenas por quatro pinos de travamento (hood pins) ostentando uma enorme tomada de ar funcional que alimentava o sistema de indução forçada Fresh Air. As rodas eram de aço estampado pretas de 15 polegadas, sem calotas, com porcas cromadas expostas e calçadas em pneus diagonais Goodyear Polyglas com listra vermelha.

Sob o capô de fibra repousava o mítico motor V8 440 "Six Pack" (7,2 litros). O apelido vinha de sua admissão de alumínio Edelbrock equipada com uma trinca de carburadores Holley de corpo duplo (3x2). O conjunto gerava conservadores 390 cavalos de potência brutos e brutais 67,8 kgfm de torque. Para quem preferisse o modelo de entrada, o confiável Magnum 383 (6,3 litros) de 335 cv vinha de série, enquanto o temível 426 Street Hemi permanecia como a opção mais cara e rara da linha.

A cavalaria era domada por uma transmissão manual de quatro marchas com alavanca Hurst de haste longa saindo direto do assoalho ou pelo indestrutível câmbio automático TorqueFlite 727. O trem de força A12 recebia de série o diferencial superdimensionado Dana 60 com relação final curta de 4.10 e bloqueio Sure-Grip, apoiado por suspensão traseira reforçada com molas assimétricas para evitar que o eixo torcesse nas saídas bruscas (wheel hop).

O interior era espartano e direto ao ponto: bancos inteiriços de vinil para reduzir custos e peso, painel com instrumentos circulares básicos e o famoso conta-giros opcional Tic-Toc-Tach integrado ao relógio. Não havia ar-condicionado nem direção hidráulica na opção A12 cada grama economizada servia para arrancar décimos de segundo no quarto de milha.

Ao acelerar a fundo, o sistema de vácuo abria os dois carburadores Holley externos, soltando um urro grave e gutural pelos canos duplos de escape. O Dodge Super Bee 1969 provou que a Chrysler sabia construir carros de corrida disfarçados de cupês de rua, imortalizando a picada mais venenosa da Dodge na era clássica dos muscle cars.
Galeria

Do jeito que chegou ao resultado final