Concluída
Pontiac LeMans 1967
Ficha técnica
- Marca
- Pontiac
- Modelo
- LeMans
- Ano
- 1967
- Cor
- Azul
- Situação
- Concluída
Sobre o projeto
A história deste LeMans
Na constelação de médios da General Motors construídos sobre a mítica plataforma A-body, o Pontiac LeMans ocupava uma posição estratégica: era o equilíbrio refinado entre a austeridade familiar do Tempest de entrada e a ferocidade indomável do GTO. Quando o ano-modelo 1967 chegou às concessionárias, a Pontiac atingiu o auge do refinamento estético daquela geração, entregando um cupê com proporções perfeitas, elegância aristocrática e um leque de engenharia que ia da inovação técnica à pura força V8.
O LeMans 1967 é amplamente considerado uma das esculturas sobre rodas mais bem proporcionadas da década. A silhueta preservava as curvas sensuais no estilo "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle), com quadris sinuosos sobre as caixas de roda traseiras e teto rígido Hardtop Coupé sem colunas B (além das variantes sedã e conversível).
Na dianteira, as novidades visuais daquele ano foram marcantes: a grade bipartida com o bico central saliente foi redesenhada com uma malha cromada em padrão xadrez mais refinado, ladeada pelos clássicos faróis duplos empilhados verticalmente em molduras cromadas profundas.
A traseira trazia a maior distinção visual em relação ao GTO: enquanto o irmão brutamontes usava finas fendas horizontais, o LeMans ostentava lanternas traseiras largas e envolventes divididas em segmentos cromados, emolduradas por um para-choque de aço polido que acompanhava as linhas descendentes do porta-malas. Os emblemas "LeMans" em escrita cursiva adornavam os para-lamas traseiros e a tampa do porta-malas.
Sob o longo capô de linhas limpas, a Pontiac oferecia uma diversidade mecânica fascinante, a começar por uma das criações mais geniais de John DeLorean:
OHC 6 Sprint (250 polegadas cúbicas / 4,1 litros): Um motor de seis cilindros em linha com comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada de borracha com fibra de vidro — tecnologia revolucionária para a época. Na versão esportiva Sprint, vinha equipado com carburador Quadrajet de quatro corpos, comando de maior levante e coletor de escape bipartido, gerando 215 cavalos de potência com ronco e elasticidade comparáveis a esportivos europeus.
V8 326 (5,3 litros): O motor de entrada entre os oito cilindros, com carburador de corpo duplo e 250 cv brutos.
V8 326 H.O. (High Output): A joia mecânica intermediária mais desejada do LeMans. Com carburador Rochester Quadrajet de quatro corpos, taxa de compressão de 10.5:1 e escapamento duplo de alta vazão, entregava saudáveis 285 cavalos de potência e 49,6 kgfm de torque, rivalizando de perto com os modelos de topo de linha das marcas concorrentes.
Para transferir o torque às rodas traseiras, o LeMans oferecia o câmbio manual de três ou quatro marchas (com a cobiçada alavanca Hurst montada no assoalho) ou a excelente transmissão automática Super Turbine 300 de duas marchas, além da estreia do câmbio automático Turbo Hydra-Matic 400 de três marchas para configurações especiais. O trem de força apoiava-se sobre um eixo rígido traseiro de 10 parafusos com o diferencial autoblocante Safe-T-Track.
A estrutura de chassi perimetral em perfil de aço vinha associada a uma suspensão dianteira independente por braços triangulares e molas helicoidais nas quatro rodas. O comprador ainda podia equipar o carro com o pacote de suspensão esportiva Ride and Handling, que adicionava amortecedores calibrados para curvas e barra estabilizadora dianteira de diâmetro ampliado, além de novos freios a disco dianteiros opcionais que melhoravam drasticamente as distâncias de parada.
Por dentro, o habitáculo do LeMans 1967 oferecia acabamento significativamente superior ao do modelo básico Tempest. O comprador podia optar pelo banco dianteiro inteiriço com descanso de braço dobrável ou pelos refinados bancos concha individuais Strato-bucket revestidos no resistente vinil Morrokide com costuras caneladas.
O painel trazia três grandes mostradores circulares embutidos em moldura com apliques que imitavam madeira de nogueira (walnut finish), velocímetro de meio-arco bem visível e o opcional de conta-giros montado no painel ou o lendário conta-giros externo fixado sobre o capô (hood tach). Aquele ano também estreava importantes itens do novo padrão de segurança federal da GM, como a coluna de direção retrátil com absorção de impacto e o circuito duplo de freios com cilindro-mestre bipartido.
Com seu rodar suave e silencioso na estrada, porte imponente e fôlego de sobra nas acelerações, o Pontiac LeMans 1967 consolidou-se como o gentleman's muscle car da GM: uma máquina que entregava a postura agressiva da era dos cavalos de força sem abrir mão do requinte e do conforto aristocrático.
O LeMans 1967 é amplamente considerado uma das esculturas sobre rodas mais bem proporcionadas da década. A silhueta preservava as curvas sensuais no estilo "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle), com quadris sinuosos sobre as caixas de roda traseiras e teto rígido Hardtop Coupé sem colunas B (além das variantes sedã e conversível).
Na dianteira, as novidades visuais daquele ano foram marcantes: a grade bipartida com o bico central saliente foi redesenhada com uma malha cromada em padrão xadrez mais refinado, ladeada pelos clássicos faróis duplos empilhados verticalmente em molduras cromadas profundas.
A traseira trazia a maior distinção visual em relação ao GTO: enquanto o irmão brutamontes usava finas fendas horizontais, o LeMans ostentava lanternas traseiras largas e envolventes divididas em segmentos cromados, emolduradas por um para-choque de aço polido que acompanhava as linhas descendentes do porta-malas. Os emblemas "LeMans" em escrita cursiva adornavam os para-lamas traseiros e a tampa do porta-malas.
Sob o longo capô de linhas limpas, a Pontiac oferecia uma diversidade mecânica fascinante, a começar por uma das criações mais geniais de John DeLorean:
OHC 6 Sprint (250 polegadas cúbicas / 4,1 litros): Um motor de seis cilindros em linha com comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada de borracha com fibra de vidro — tecnologia revolucionária para a época. Na versão esportiva Sprint, vinha equipado com carburador Quadrajet de quatro corpos, comando de maior levante e coletor de escape bipartido, gerando 215 cavalos de potência com ronco e elasticidade comparáveis a esportivos europeus.
V8 326 (5,3 litros): O motor de entrada entre os oito cilindros, com carburador de corpo duplo e 250 cv brutos.
V8 326 H.O. (High Output): A joia mecânica intermediária mais desejada do LeMans. Com carburador Rochester Quadrajet de quatro corpos, taxa de compressão de 10.5:1 e escapamento duplo de alta vazão, entregava saudáveis 285 cavalos de potência e 49,6 kgfm de torque, rivalizando de perto com os modelos de topo de linha das marcas concorrentes.
Para transferir o torque às rodas traseiras, o LeMans oferecia o câmbio manual de três ou quatro marchas (com a cobiçada alavanca Hurst montada no assoalho) ou a excelente transmissão automática Super Turbine 300 de duas marchas, além da estreia do câmbio automático Turbo Hydra-Matic 400 de três marchas para configurações especiais. O trem de força apoiava-se sobre um eixo rígido traseiro de 10 parafusos com o diferencial autoblocante Safe-T-Track.
A estrutura de chassi perimetral em perfil de aço vinha associada a uma suspensão dianteira independente por braços triangulares e molas helicoidais nas quatro rodas. O comprador ainda podia equipar o carro com o pacote de suspensão esportiva Ride and Handling, que adicionava amortecedores calibrados para curvas e barra estabilizadora dianteira de diâmetro ampliado, além de novos freios a disco dianteiros opcionais que melhoravam drasticamente as distâncias de parada.
Por dentro, o habitáculo do LeMans 1967 oferecia acabamento significativamente superior ao do modelo básico Tempest. O comprador podia optar pelo banco dianteiro inteiriço com descanso de braço dobrável ou pelos refinados bancos concha individuais Strato-bucket revestidos no resistente vinil Morrokide com costuras caneladas.
O painel trazia três grandes mostradores circulares embutidos em moldura com apliques que imitavam madeira de nogueira (walnut finish), velocímetro de meio-arco bem visível e o opcional de conta-giros montado no painel ou o lendário conta-giros externo fixado sobre o capô (hood tach). Aquele ano também estreava importantes itens do novo padrão de segurança federal da GM, como a coluna de direção retrátil com absorção de impacto e o circuito duplo de freios com cilindro-mestre bipartido.
Com seu rodar suave e silencioso na estrada, porte imponente e fôlego de sobra nas acelerações, o Pontiac LeMans 1967 consolidou-se como o gentleman's muscle car da GM: uma máquina que entregava a postura agressiva da era dos cavalos de força sem abrir mão do requinte e do conforto aristocrático.
Veja também
Ver todas