Concluída
Pontiac GTO 1966
Ficha técnica
- Marca
- Pontiac
- Modelo
- GTO
- Ano
- 1966
- Cor
- Azul
- Situação
- Concluída
Sobre o projeto
A história deste GTO
Se existe um modelo com autoridade histórica para carregar o título de pai fundador dos muscle cars, esse carro é o Pontiac GTO. Criado em 1964 pela audácia de John DeLorean e seus engenheiros — que burlaram a regra corporativa da GM que limitava o tamanho dos motores em carros médios —, o GTO começou como um mero pacote opcional do Tempest Le Mans. Mas a febre foi tão avassaladora que, em 1966, o "The Goat" finalmente se emancipou: ganhou status de modelo próprio e independente no catálogo da Pontiac, batendo o recorde histórico absoluto de vendas da linhagem com quase 97 mil unidades produzidas em um único ano.
A linha de 1966 introduziu a famosa carroceria reestilizada com o desenho "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle styling). As laterais ganharam curvas sensuais e musculosas sobre as caixas de roda traseiras, conferindo ao cupê uma postura muito mais atlética e intimidadora. A dianteira exibia a emblemática grade bipartida com o bico central afilado, ostentando o logotipo "GTO" em destaque e ladeada pelos inconfundíveis faróis duplos sobrepostos verticalmente, que davam ao carro um olhar focado e intimidador.
Na traseira, o teto com caimento suave (hardtop sem coluna ou cupê com coluna) culminava em lanternas traseiras horizontais finas, divididas em fendas elegantes e cobertas por grades na cor da carroceria que se misturavam à tampa do porta-malas. O capô longo de aço trazia uma falsa entrada de ar central esportiva, que podia ser tornada funcional nas versões de competição.
Sob o capô repousava a usina de força que construiu o mito da Pontiac nas pistas de arrancada e nas noites da Woodward Avenue: o clássico motor V8 389 (6,4 litros). O comprador tinha duas opções mecânicas principais de fábrica:
Versão padrão: Com um carburador Carter AFB de quatro corpos, taxa de compressão de 10.75:1 e comando de válvulas de alto levante, entregando respeitáveis 335 cavalos de potência brutos.
Opção Tri-Power: A configuração mais cobiçada e lendária, equipada com uma admissão especial de alumínio trazendo três carburadores Rochester de corpo duplo (3x2) sob um conjunto de filtros de ar cromados individuais. Esse arranjo liberava colossais 360 cavalos de potência e 58,6 kgfm de torque instantâneo. Em velocidade de cruzeiro, apenas o carburador central operava; ao pisar fundo, o mecanismo mecânico abria as borboletas dos dois carburadores externos com um estrondo de admissão inesquecível.
Pacote XS Ram Air: Introduzido discretamente no meio do ano, adicionava comando mecânico bravo, molas de válvulas reforçadas e dutos funcionais para canalizar ar frio do capô direto para a trinca de carburadores.
O trem de força oferecia a transmissão manual de quatro marchas Muncie (com relações curtas ou longas) operada pela icônica alavanca cromada Hurst com bola preta no assoalho, ou a transmissão automática Super Turbine 300 de duas velocidades. A força era despejada nas rodas traseiras através de um robusto eixo rígido GM de 10 parafusos com o diferencial autoblocante Safe-T-Track.
Para controlar a fúria mecânica nas arrancadas, o GTO vinha equipado de série com o pacote de suspensão para serviço pesado (heavy-duty), com molas helicoidais mais firmes, amortecedores recalibrados e barra estabilizadora dianteira espessa, além das cobiçadas rodas de aço estampadas com acabamento cromado ou as rodas aro 14 modelo Rally I.
O interior do GTO 1966 não economizava em sofisticação e estilo esportivo. O habitáculo acolhia motorista e passageiro em bancos concha individuais (Strato bucket seats) revestidos em vinil com costuras caneladas. O painel de instrumentos trazia acabamento imitando madeira de nogueira genuína (walnut woodgrain), abrigando quatro mostradores circulares profundos com ponteiros claros. Opcionalmente, o comprador podia encomendar o desejado conta-giros externo montado do lado de fora, diretamente sobre o capô (hood tachometer), colocado na linha de visão direta do piloto para evitar desviar o olhar do asfalto durante as trocas de marcha no limite do corte de giro.
Com o som gutural e compassado do V8 389 Tri-Power ecoando pelas saídas duplas de escapamento cromadas nas laterais traseiras, o Pontiac GTO 1966 não apenas dominou as ruas, mas cravou definitivamente o manual de regras sobre como um legítimo muscle car deveria acelerar, soar e se apresentar ao mundo.
A linha de 1966 introduziu a famosa carroceria reestilizada com o desenho "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle styling). As laterais ganharam curvas sensuais e musculosas sobre as caixas de roda traseiras, conferindo ao cupê uma postura muito mais atlética e intimidadora. A dianteira exibia a emblemática grade bipartida com o bico central afilado, ostentando o logotipo "GTO" em destaque e ladeada pelos inconfundíveis faróis duplos sobrepostos verticalmente, que davam ao carro um olhar focado e intimidador.
Na traseira, o teto com caimento suave (hardtop sem coluna ou cupê com coluna) culminava em lanternas traseiras horizontais finas, divididas em fendas elegantes e cobertas por grades na cor da carroceria que se misturavam à tampa do porta-malas. O capô longo de aço trazia uma falsa entrada de ar central esportiva, que podia ser tornada funcional nas versões de competição.
Sob o capô repousava a usina de força que construiu o mito da Pontiac nas pistas de arrancada e nas noites da Woodward Avenue: o clássico motor V8 389 (6,4 litros). O comprador tinha duas opções mecânicas principais de fábrica:
Versão padrão: Com um carburador Carter AFB de quatro corpos, taxa de compressão de 10.75:1 e comando de válvulas de alto levante, entregando respeitáveis 335 cavalos de potência brutos.
Opção Tri-Power: A configuração mais cobiçada e lendária, equipada com uma admissão especial de alumínio trazendo três carburadores Rochester de corpo duplo (3x2) sob um conjunto de filtros de ar cromados individuais. Esse arranjo liberava colossais 360 cavalos de potência e 58,6 kgfm de torque instantâneo. Em velocidade de cruzeiro, apenas o carburador central operava; ao pisar fundo, o mecanismo mecânico abria as borboletas dos dois carburadores externos com um estrondo de admissão inesquecível.
Pacote XS Ram Air: Introduzido discretamente no meio do ano, adicionava comando mecânico bravo, molas de válvulas reforçadas e dutos funcionais para canalizar ar frio do capô direto para a trinca de carburadores.
O trem de força oferecia a transmissão manual de quatro marchas Muncie (com relações curtas ou longas) operada pela icônica alavanca cromada Hurst com bola preta no assoalho, ou a transmissão automática Super Turbine 300 de duas velocidades. A força era despejada nas rodas traseiras através de um robusto eixo rígido GM de 10 parafusos com o diferencial autoblocante Safe-T-Track.
Para controlar a fúria mecânica nas arrancadas, o GTO vinha equipado de série com o pacote de suspensão para serviço pesado (heavy-duty), com molas helicoidais mais firmes, amortecedores recalibrados e barra estabilizadora dianteira espessa, além das cobiçadas rodas de aço estampadas com acabamento cromado ou as rodas aro 14 modelo Rally I.
O interior do GTO 1966 não economizava em sofisticação e estilo esportivo. O habitáculo acolhia motorista e passageiro em bancos concha individuais (Strato bucket seats) revestidos em vinil com costuras caneladas. O painel de instrumentos trazia acabamento imitando madeira de nogueira genuína (walnut woodgrain), abrigando quatro mostradores circulares profundos com ponteiros claros. Opcionalmente, o comprador podia encomendar o desejado conta-giros externo montado do lado de fora, diretamente sobre o capô (hood tachometer), colocado na linha de visão direta do piloto para evitar desviar o olhar do asfalto durante as trocas de marcha no limite do corte de giro.
Com o som gutural e compassado do V8 389 Tri-Power ecoando pelas saídas duplas de escapamento cromadas nas laterais traseiras, o Pontiac GTO 1966 não apenas dominou as ruas, mas cravou definitivamente o manual de regras sobre como um legítimo muscle car deveria acelerar, soar e se apresentar ao mundo.
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