Dodge Challenger R/T 1971
Concluída

Dodge Challenger R/T 1971

Ficha técnica

Marca
Dodge
Modelo
Challenger R/T
Ano
1971
Cor
Vermelho
Situação
Concluída
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Sobre o projeto

A história deste Challenger R/T

No início da década de 1970, o segmento dos pony cars começava a sentir a pressão das companhias de seguro e das primeiras restrições de emissões, mas a divisão Dodge da Chrysler ainda tinha uma última cartada devastadora para jogar. Lançado no final de 1969 sobre a nova plataforma E-body (compartilhada com o Plymouth Barracuda, embora com entre eixos ligeiramente maior), o Dodge Challenger chegou tarde à festa dos compactos esportivos, mas compensou o atraso com agressividade visual e uma lista de motores lendária. O Dodge Challenger R/T 1971 representou a despedida formal e mais visceral dessa era dourada, sendo o último ano em que o pacote Road/Track e os motores Big Block reinaram sob seu capô.

Para a linha de 1971, o modelo recebeu atualizações visuais que o tornaram instantaneamente reconhecível e único em relação ao ano de estreia. A dianteira exibia uma nova grade bipartida e profunda, com acabamento escurecido e desenho em caçamba que cercava os quatro faróis circulares, conferindo uma expressão ainda mais carrancuda. Nas laterais, o cupê sem coluna central destacava os quadris alargados e as novas faixas adesivas esportivas em dois tons, que corriam pelas portas e para-lamas com a clássica inscrição "R/T". Na traseira, as lanternas inteiriças de 1970 deram lugar a duas unidades retangulares separadas por um painel central preto fosco, com a saída dupla de escape embutida no para-choque cromado.

O capô padrão do R/T trazia duas entradas de ar funcionais voltadas para a frente, mas o comprador podia optar pela cobiçada tomada de ar Shaker, que repousava diretamente sobre o carburador e vibrava dramaticamente com a aceleração através de uma abertura no capô.

Mecanicamente, o Challenger R/T 1971 oferecia um arsenal de respeito:

Magnum 383 V8 (6,3 litros): O motor de entrada do pacote R/T, com carburador de corpo quádruplo, recalibrado naquele ano para 300 cv brutos.

V8 440 "Six Pack" (7,2 litros): Equipado com admissão de alumínio e uma trinca de carburadores de corpo duplo (3x2), gerando brutais 385 cavalos de potência e 67,7 kgfm de torque.

426 Street Hemi (7,0 litros): A joia da coroa mecânica da Chrysler. Com seus cabeçotes hemisféricos e dois carburadores Carter de corpo quádruplo (2x4), declarava oficialmente 425 cv, transformando o Challenger em um dos carros de rua mais rápidos do planeta no quarto de milha.

A transmissão podia ser o câmbio manual A-833 de quatro marchas, operado pela inconfundível alavanca Hurst com empunhadura em formato de coronha de revólver (Pistol Grip), ou a transmissão automática de três velocidades TorqueFlite 727. O eixo traseiro contava com as opções Dana 60 ou Chrysler de 8¾ de polegada, ambos com bloqueio de diferencial Sure-Grip. A suspensão trazia o conjunto Heavy-Duty com barras de torção reforçadas na dianteira, molas semielípticas assimétricas na traseira para evitar o salto de rodas em arrancadas fortes e freios a disco dianteiros de série.

O interior mantinha o padrão de requinte esportivo da linha E-body. O painel envolvente voltado ao motorista contava com apliques em imitação de madeira e o desejado pacote de instrumentos Rally, que agrupava velocímetro, marcadores auxiliares e o conta-giros com relógio embutido Tic-Toc-Tach. Os bancos concha individuais de vinil de encosto alto envolviam o condutor em uma posição de pilotagem rebaixada, reforçando a sensação de estar dentro de uma máquina de corrida.

Com números de produção muito reduzidos especialmente para os raríssimos modelos com motor 440 Six Pack e 426 Hemi, o Dodge Challenger R/T 1971 encerrou o capítulo dos grandes blocos na linha Challenger, consolidando-se como o último grito heroico e estrondoso dos muscle cars puros da Chrysler.
Galeria

Do jeito que chegou ao resultado final