Concluída
Dodge Charger R/T 1969
Ficha técnica
- Marca
- Dodge
- Modelo
- Charger R/T
- Ano
- 1969
- Cor
- Preto
- Situação
- Concluída
Sobre o projeto
A história deste Charger R/T
No final dos anos 1960, a guerra da cavalaria nas rodovias e nas telas de cinema estava prestes a coroar seu maior monarca. Em 1968, a Chrysler já havia abalado a indústria com a segunda geração do Charger, mas foi a safra de 1969 do Dodge Charger R/T (Road/Track) que lapidou o mito em metal, borracha queimada e gasolina de alta octanagem.
O desenho assinado por Richard Sias e aperfeiçoado por Harvey Winn personificava a famosa linha de cintura "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle stylin). O perfil cupê trazia os pilares C estendidos no teto (flying buttresses), criando uma moldura aerodinâmica ao redor do vidro traseiro vertical e embutido. Para 1969, a Dodge introduziu refinamentos visuais definitivos: a emblemática grade frontal inteiriça — que escondia os faróis escamoteáveis a vácuo — ganhou uma divisória central vertical cromada, e as lanternas traseiras redondas do ano anterior foram substituídas por largas barras horizontais que cruzavam a popa de ponta a ponta. A faixa traseira esportiva com a inscrição "R/T" envolvia o porta-malas, alertando os rivais sobre o pacote de alta performance.
Sob o capô com falsas saídas de ar esculpidas, a cavalaria falava alto. O motor padrão do pacote R/T era o reverenciado Magnum V8 440 (7,2 litros) com bloco grande, alimentado por um carburador de corpo quádruplo, entregando 375 cavalos de potência brutos e brutais 66,4 kgfm de torque em baixíssima rotação. Para os entusiastas de arrancada pura, a lendária opção de topo era o temido 426 Street Hemi (7,0 litros) com câmaras de combustão hemisféricas e dois carburadores Carter de quatro corpos (2x4), gerando oficialmente 425 cv e uma fúria mecânica capaz de transformar pneus em fumaça instantânea.
Para colocar essa força no chão, o Charger contava com o câmbio manual de quatro marchas New Process A-833 com alavanca Hurst em formato de pistola (Pistol Grip) ou o indestrutível câmbio automático Chrysler TorqueFlite 727 de três velocidades com alavanca tipo console. A transmissão jogava o torque para o eixo traseiro superdimensionado Dana 60 (com o Hemi) ou o eixo Chrysler de 8¾ de polegada, ambos com diferencial de deslizamento limitado Sure-Grip. A suspensão para serviço pesado (heavy-duty) incluía barras de torção dianteiras mais espessas, barra estabilizadora robusta e molas semielípticas assimétricas na traseira para combater o salto de eixo nas saídas fortes.
O interior equilibrava brutalidade e elegância escura. O habitáculo exibia bancos individuais anatômicos revestidos em vinil com costuras caneladas, console central com apliques imitando madeira nobre e um painel de instrumentos completo com mostradores circulares de fundo preto, incluindo o famoso relógio com conta-giros integrado Tic-Toc-Tach. A posição de pilotagem era baixa e envolvente, transmitindo a sensação de comando de um caça de ataque.
Ao pisar fundo e abrir as quatro borboletas do carburador, o Magnum 440 soltava um urro ensurdecedor pelos escapes duplos cromados. A silhueta inconfundível e a aura de fora da lei transformaram o Dodge Charger R/T 1969 em uma lenda permanente da cultura pop — eternizado tanto como o acrobático "General Lee" na televisão quanto como a encarnação suprema do músculo americano sobre rodas.
O desenho assinado por Richard Sias e aperfeiçoado por Harvey Winn personificava a famosa linha de cintura "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle stylin). O perfil cupê trazia os pilares C estendidos no teto (flying buttresses), criando uma moldura aerodinâmica ao redor do vidro traseiro vertical e embutido. Para 1969, a Dodge introduziu refinamentos visuais definitivos: a emblemática grade frontal inteiriça — que escondia os faróis escamoteáveis a vácuo — ganhou uma divisória central vertical cromada, e as lanternas traseiras redondas do ano anterior foram substituídas por largas barras horizontais que cruzavam a popa de ponta a ponta. A faixa traseira esportiva com a inscrição "R/T" envolvia o porta-malas, alertando os rivais sobre o pacote de alta performance.
Sob o capô com falsas saídas de ar esculpidas, a cavalaria falava alto. O motor padrão do pacote R/T era o reverenciado Magnum V8 440 (7,2 litros) com bloco grande, alimentado por um carburador de corpo quádruplo, entregando 375 cavalos de potência brutos e brutais 66,4 kgfm de torque em baixíssima rotação. Para os entusiastas de arrancada pura, a lendária opção de topo era o temido 426 Street Hemi (7,0 litros) com câmaras de combustão hemisféricas e dois carburadores Carter de quatro corpos (2x4), gerando oficialmente 425 cv e uma fúria mecânica capaz de transformar pneus em fumaça instantânea.
Para colocar essa força no chão, o Charger contava com o câmbio manual de quatro marchas New Process A-833 com alavanca Hurst em formato de pistola (Pistol Grip) ou o indestrutível câmbio automático Chrysler TorqueFlite 727 de três velocidades com alavanca tipo console. A transmissão jogava o torque para o eixo traseiro superdimensionado Dana 60 (com o Hemi) ou o eixo Chrysler de 8¾ de polegada, ambos com diferencial de deslizamento limitado Sure-Grip. A suspensão para serviço pesado (heavy-duty) incluía barras de torção dianteiras mais espessas, barra estabilizadora robusta e molas semielípticas assimétricas na traseira para combater o salto de eixo nas saídas fortes.
O interior equilibrava brutalidade e elegância escura. O habitáculo exibia bancos individuais anatômicos revestidos em vinil com costuras caneladas, console central com apliques imitando madeira nobre e um painel de instrumentos completo com mostradores circulares de fundo preto, incluindo o famoso relógio com conta-giros integrado Tic-Toc-Tach. A posição de pilotagem era baixa e envolvente, transmitindo a sensação de comando de um caça de ataque.
Ao pisar fundo e abrir as quatro borboletas do carburador, o Magnum 440 soltava um urro ensurdecedor pelos escapes duplos cromados. A silhueta inconfundível e a aura de fora da lei transformaram o Dodge Charger R/T 1969 em uma lenda permanente da cultura pop — eternizado tanto como o acrobático "General Lee" na televisão quanto como a encarnação suprema do músculo americano sobre rodas.
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