Concluída
Cadillac Coupe DeVille 1956
Ficha técnica
- Marca
- Cadillac
- Modelo
- Coupe DeVille
- Ano
- 1956
- Cor
- Verde
- Situação
- Concluída
Sobre o projeto
A história deste Coupe DeVille
Em meados da década de 1950, o lema corporativo da Cadillac "Standard of the World" não era apenas um slogan de marketing, mas uma declaração factual de supremacia automotiva. Em uma era definida pelo crescimento econômico pós-guerra, pela corrida espacial e pelo fascínio pelos caças a jato, o Cadillac Coupe de Ville 1956 emergiu como o ápice do prestígio, combinando porte colossal, sofisticação técnica e uma opulência estética sem precedentes na indústria de luxo americana.
A linha de 1956 refinou a quarta geração do modelo com detalhes que se tornariam referências históricas imediatas. A silhueta de cupê hardtop sem coluna B entre os vidros laterais permitia que, com as janelas abaixadas, o habitáculo se abrisse em uma visão contínua do interior requintado. Na dianteira, a imensa grade exibia uma malha fina fundida em acabamento cromado ou na exclusiva opção de alumínio anodizado dourado (Gold finish), ladeada pelo clássico para-choque com duas protuberâncias em forma de projétil conhecidas como Dagmar bumpers.
Nas extremidades dos para-lamas dianteiros, as luzes de estacionamento ganharam formato oval, enquanto a traseira trazia aletas mais esguias e verticais inspiradas na aerodinâmica da aviação. A ponteira de escape dupla vinha elegantemente integrada às extremidades do para-choque traseiro, e a lanterna traseira esquerda trazia o tradicional truque de engenharia da marca: articulava-se para cima para revelar o bocal do tanque de combustível.
Sob o longo capô de aço maciço, a Cadillac aumentou o deslocamento de seu cultuado motor OHV V8 de 331 para 365 polegadas cúbicas (6,0 litros). Alimentado por um carburador de corpo quádruplo Carter ou Rochester, o conjunto entregava impressionantes 285 cavalos de potência e um torque formidável de 55,3 kgfm a baixíssimas rotações, garantindo acelerações suaves e silenciosas para empurrar as mais de duas toneladas do cupê.
A força era gerenciada pela nova e aprimorada transmissão automática Hydra-Matic com acoplamento fluido controlado (Controlled Coupling Hydra-Matic), que suavizava as trocas de quatro velocidades a ponto de torná-las quase imperceptíveis aos ocupantes. O chassi de longarinas com travessa em "X" apoiava-se sobre suspensão dianteira independente com molas helicoidais e feixes de molas semielípticas na traseira, calibrados especificamente para proporcionar a sensação de "tapete voador", isolando o motorista de qualquer imperfeição do piso. Direção e freios hidráulicos eram equipamentos de série, reduzindo o esforço do condutor ao mínimo absoluto.
O interior do Coupe de Ville 1956 redefinia os padrões de comodidade da época. O painel envolvente trazia velocímetro horizontal amplo emoldurado por cromo polido, relógio elétrico e mostradores de leitura clara. Os bancos inteiriços eram revestidos com combinações requintadas de tecido jacquard padronizado com costuras em padrão de losango e bordas em couro nobre, oferecendo ajuste elétrico de quatro vias. Entre os opcionais mais avançados do mercado estavam vidros e quebra-ventos de acionamento elétrico, ar-condicionado de duas zonas com saídas no teto, piloto automático e o futurista Autronic-Eye um sensor fotossensível montado sobre o painel que alternava automaticamente entre farol alto e baixo ao detectar veículos no sentido oposto.
Ao deslizar pelas avenidas com seu rodar imperturbável e o discreto murmúrio do V8 de 365 polegadas cúbicas, o Coupe de Ville 1956 coroou uma das eras mais faustosas do design norte-americano, tornando-se o símbolo definitivo do sucesso financeiro e do refinamento dos anos cinquenta.
A linha de 1956 refinou a quarta geração do modelo com detalhes que se tornariam referências históricas imediatas. A silhueta de cupê hardtop sem coluna B entre os vidros laterais permitia que, com as janelas abaixadas, o habitáculo se abrisse em uma visão contínua do interior requintado. Na dianteira, a imensa grade exibia uma malha fina fundida em acabamento cromado ou na exclusiva opção de alumínio anodizado dourado (Gold finish), ladeada pelo clássico para-choque com duas protuberâncias em forma de projétil conhecidas como Dagmar bumpers.
Nas extremidades dos para-lamas dianteiros, as luzes de estacionamento ganharam formato oval, enquanto a traseira trazia aletas mais esguias e verticais inspiradas na aerodinâmica da aviação. A ponteira de escape dupla vinha elegantemente integrada às extremidades do para-choque traseiro, e a lanterna traseira esquerda trazia o tradicional truque de engenharia da marca: articulava-se para cima para revelar o bocal do tanque de combustível.
Sob o longo capô de aço maciço, a Cadillac aumentou o deslocamento de seu cultuado motor OHV V8 de 331 para 365 polegadas cúbicas (6,0 litros). Alimentado por um carburador de corpo quádruplo Carter ou Rochester, o conjunto entregava impressionantes 285 cavalos de potência e um torque formidável de 55,3 kgfm a baixíssimas rotações, garantindo acelerações suaves e silenciosas para empurrar as mais de duas toneladas do cupê.
A força era gerenciada pela nova e aprimorada transmissão automática Hydra-Matic com acoplamento fluido controlado (Controlled Coupling Hydra-Matic), que suavizava as trocas de quatro velocidades a ponto de torná-las quase imperceptíveis aos ocupantes. O chassi de longarinas com travessa em "X" apoiava-se sobre suspensão dianteira independente com molas helicoidais e feixes de molas semielípticas na traseira, calibrados especificamente para proporcionar a sensação de "tapete voador", isolando o motorista de qualquer imperfeição do piso. Direção e freios hidráulicos eram equipamentos de série, reduzindo o esforço do condutor ao mínimo absoluto.
O interior do Coupe de Ville 1956 redefinia os padrões de comodidade da época. O painel envolvente trazia velocímetro horizontal amplo emoldurado por cromo polido, relógio elétrico e mostradores de leitura clara. Os bancos inteiriços eram revestidos com combinações requintadas de tecido jacquard padronizado com costuras em padrão de losango e bordas em couro nobre, oferecendo ajuste elétrico de quatro vias. Entre os opcionais mais avançados do mercado estavam vidros e quebra-ventos de acionamento elétrico, ar-condicionado de duas zonas com saídas no teto, piloto automático e o futurista Autronic-Eye um sensor fotossensível montado sobre o painel que alternava automaticamente entre farol alto e baixo ao detectar veículos no sentido oposto.
Ao deslizar pelas avenidas com seu rodar imperturbável e o discreto murmúrio do V8 de 365 polegadas cúbicas, o Coupe de Ville 1956 coroou uma das eras mais faustosas do design norte-americano, tornando-se o símbolo definitivo do sucesso financeiro e do refinamento dos anos cinquenta.
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