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Chevrolet Impala Caprice 1967
Ficha técnica
- Marca
- Chevrolet
- Modelo
- Impala Caprice
- Ano
- 1967
- Cor
- Azul
- Situação
- Em andamento
Sobre o projeto
A história deste Impala Caprice
No ano de 1967, a General Motors vivia um dos momentos mais inspirados da sua história de design. Enquanto a linha de modelos médios disputava as pistas de arrancada, a Chevrolet refinava a aristocracia dos seus gigantes de topo de linha (full-size). Lançado originalmente em meados de 1965 como um pacote opcional de ultra-luxo para o Impala de quatro portas (o chamado Caprice Custom Sedan Option), o Caprice já havia se emancipado como modelo topo de linha no catálogo da marca, enquanto o Impala continuava sendo o cupê e sedã esportivo mais popular da América. Na safra de 1967, o Chevrolet Impala / Caprice atingiu o ápice da sua sensualidade estética e do conforto supremo, ostentando formas que pareciam esculpidas pelo vento.
A grande marca registrada da linha 1967 foi a reestilização completa da carroceria sobre a consagrada plataforma B-body da GM. As linhas retas do modelo 1966 deram lugar a um perfil dramático no estilo "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle styling), com quadris sinuosos e bojudos que se alargavam expressivamente sobre as caixas de roda traseiras.
A linha de teto do cupê Sport Coupe e do Custom Coupe (exclusivo do Caprice) adotou um caimento semi-fastback fluido e contínuo, fazendo o vidro traseiro se estender quase até a ponta da tampa do porta-malas.
Na dianteira, uma grade envolvente com acabamento cromado dividia o espaço com quatro faróis circulares embutidos em molduras profundas, conferindo ao carro um olhar focado e aristocrático.
Na traseira residia a assinatura mais icônica da linhagem: as tradicionais três lanternas circulares de cada lado do Impala foram reestilizadas para 1967 como três unidades retangulares e anguladas em forma de ferradura, embutidas diretamente na lâmina maciça do para-choque traseiro cromado. O Caprice se diferenciava pelo acabamento ainda mais exclusivo, com faixas de frisos laterais com apliques imitando madeira nobre e emblemas de flor-de-lis dourados (Fleur-de-lis) nas colunas traseiras.
Sob o imenso capô de quase dois metros de comprimento, a Chevrolet oferecia um cardápio mecânico formidável para impulsionar as mais de duas toneladas de aço com autoridade:
Turbo-Thrift 250 (4,1 litros): O confiável motor de seis cilindros em linha com 155 cv, oferecido apenas para frotistas ou compradores estritamente econômicos.
Turbo-Fire 283 e 327 V8 (4,6 e 5,4 litros): Os consagrados Small Blocks da Chevrolet, gerando entre 195 cv e 275 cv brutos, ideais para um rodar silencioso e ágil em cidade e rodovia.
Turbo-Jet 396 V8 (6,5 litros): Bloco grande (Big Block) com cabeçotes de válvulas em ângulo composto (porcupine heads), desenvolvendo 325 cavalos de potência brutos e expressivos 56,7 kgfm de torque com carburação de quatro corpos.
Turbo-Jet 427 V8 (7,0 litros): O colosso da linha, oferecido com carburador Rochester Quadrajet de quatro corpos na versão L36 de 385 cavalos de potência ou na lendária e rara especificação de alta performance com até 425 cv e coletores de alta vazão, tornando o gigante capaz de queimar pneus em arrancadas brutais.
A tração era traseira, enviada pelo eixo rígido GM de 10 ou 12 parafusos com diferencial de deslizamento limitado opcional Positraction. As opções de câmbio iam desde o manual de três marchas na coluna ou quatro marchas Muncie no assoalho até a renomada transmissão automática Turbo Hydra-Matic 400 (TH400) de três marchas, famosa pela suavidade imperceptível nas trocas e resistência inquebrável.
A estrutura do Impala/Caprice 1967 utilizava um chassi perimetral de perfil integral em caixa de aço, apoiado na refinada suspensão por molas helicoidais nas quatro rodas. Com braços triangulares duplos na dianteira e suspensão traseira de quatro pontos articulados (four-link), o modelo entregava o clássico rodar aveludado e silencioso que fez a GM dominar as estradas americanas. Pela primeira vez na linha de grande porte da Chevrolet, os freios a disco dianteiros assistidos e o circuito hidráulico duplo com cilindro-mestre bipartido tornaram-se itens de fábrica ou opcionais de alta disponibilidade, sanando de vez as críticas de frenagem.
Por dentro, o modelo elevava o padrão de conforto ao nível da divisão de luxo Cadillac. No Caprice, os bancos podiam ser configurados como um banco inteiriço bipartido 50/50 reclinável (Strato-Lounge) com descanso de braço central dobrável, revestidos em tecidos brocados nobres ou no resistente vinil texturizado.
O painel de instrumentos adotava uma linha horizontal estendida com revestimento acolchoado superior, comandos embutidos para reduzir riscos de impacto e apliques em imitação de madeira de nogueira genuína. Naquele ano, estreavam componentes essenciais do novo pacote federal de segurança da GM:
Coluna de direção telescópica retrátil com volante de centro absorvente de impacto;
Sistema de luzes de alerta de perigo (pisca-alerta) com botão integrado na coluna;
Cintos de segurança subabdominais para todos os ocupantes e pontos de fixação para cintos diagonais.
A lista de mimos tecnológicos incluía ar-condicionado integrado Comfortron com ajuste automático de temperatura, piloto automático (Cruise-Master), vidros e travas de porta com acionamento elétrico e rádio estéreo AM/FM com antena integrada no próprio para-brisa laminado.
Fluido nas linhas externas, imponente no tamanho e dotado do fôlego monumental dos blocos grandes Turbo-Jet, o Chevrolet Impala / Caprice 1967 encerrou os anos 1960 como a síntese máxima do luxo democrático e da opulência rodoviária americana.
A grande marca registrada da linha 1967 foi a reestilização completa da carroceria sobre a consagrada plataforma B-body da GM. As linhas retas do modelo 1966 deram lugar a um perfil dramático no estilo "garrafa de Coca-Cola" (Coke-bottle styling), com quadris sinuosos e bojudos que se alargavam expressivamente sobre as caixas de roda traseiras.
A linha de teto do cupê Sport Coupe e do Custom Coupe (exclusivo do Caprice) adotou um caimento semi-fastback fluido e contínuo, fazendo o vidro traseiro se estender quase até a ponta da tampa do porta-malas.
Na dianteira, uma grade envolvente com acabamento cromado dividia o espaço com quatro faróis circulares embutidos em molduras profundas, conferindo ao carro um olhar focado e aristocrático.
Na traseira residia a assinatura mais icônica da linhagem: as tradicionais três lanternas circulares de cada lado do Impala foram reestilizadas para 1967 como três unidades retangulares e anguladas em forma de ferradura, embutidas diretamente na lâmina maciça do para-choque traseiro cromado. O Caprice se diferenciava pelo acabamento ainda mais exclusivo, com faixas de frisos laterais com apliques imitando madeira nobre e emblemas de flor-de-lis dourados (Fleur-de-lis) nas colunas traseiras.
Sob o imenso capô de quase dois metros de comprimento, a Chevrolet oferecia um cardápio mecânico formidável para impulsionar as mais de duas toneladas de aço com autoridade:
Turbo-Thrift 250 (4,1 litros): O confiável motor de seis cilindros em linha com 155 cv, oferecido apenas para frotistas ou compradores estritamente econômicos.
Turbo-Fire 283 e 327 V8 (4,6 e 5,4 litros): Os consagrados Small Blocks da Chevrolet, gerando entre 195 cv e 275 cv brutos, ideais para um rodar silencioso e ágil em cidade e rodovia.
Turbo-Jet 396 V8 (6,5 litros): Bloco grande (Big Block) com cabeçotes de válvulas em ângulo composto (porcupine heads), desenvolvendo 325 cavalos de potência brutos e expressivos 56,7 kgfm de torque com carburação de quatro corpos.
Turbo-Jet 427 V8 (7,0 litros): O colosso da linha, oferecido com carburador Rochester Quadrajet de quatro corpos na versão L36 de 385 cavalos de potência ou na lendária e rara especificação de alta performance com até 425 cv e coletores de alta vazão, tornando o gigante capaz de queimar pneus em arrancadas brutais.
A tração era traseira, enviada pelo eixo rígido GM de 10 ou 12 parafusos com diferencial de deslizamento limitado opcional Positraction. As opções de câmbio iam desde o manual de três marchas na coluna ou quatro marchas Muncie no assoalho até a renomada transmissão automática Turbo Hydra-Matic 400 (TH400) de três marchas, famosa pela suavidade imperceptível nas trocas e resistência inquebrável.
A estrutura do Impala/Caprice 1967 utilizava um chassi perimetral de perfil integral em caixa de aço, apoiado na refinada suspensão por molas helicoidais nas quatro rodas. Com braços triangulares duplos na dianteira e suspensão traseira de quatro pontos articulados (four-link), o modelo entregava o clássico rodar aveludado e silencioso que fez a GM dominar as estradas americanas. Pela primeira vez na linha de grande porte da Chevrolet, os freios a disco dianteiros assistidos e o circuito hidráulico duplo com cilindro-mestre bipartido tornaram-se itens de fábrica ou opcionais de alta disponibilidade, sanando de vez as críticas de frenagem.
Por dentro, o modelo elevava o padrão de conforto ao nível da divisão de luxo Cadillac. No Caprice, os bancos podiam ser configurados como um banco inteiriço bipartido 50/50 reclinável (Strato-Lounge) com descanso de braço central dobrável, revestidos em tecidos brocados nobres ou no resistente vinil texturizado.
O painel de instrumentos adotava uma linha horizontal estendida com revestimento acolchoado superior, comandos embutidos para reduzir riscos de impacto e apliques em imitação de madeira de nogueira genuína. Naquele ano, estreavam componentes essenciais do novo pacote federal de segurança da GM:
Coluna de direção telescópica retrátil com volante de centro absorvente de impacto;
Sistema de luzes de alerta de perigo (pisca-alerta) com botão integrado na coluna;
Cintos de segurança subabdominais para todos os ocupantes e pontos de fixação para cintos diagonais.
A lista de mimos tecnológicos incluía ar-condicionado integrado Comfortron com ajuste automático de temperatura, piloto automático (Cruise-Master), vidros e travas de porta com acionamento elétrico e rádio estéreo AM/FM com antena integrada no próprio para-brisa laminado.
Fluido nas linhas externas, imponente no tamanho e dotado do fôlego monumental dos blocos grandes Turbo-Jet, o Chevrolet Impala / Caprice 1967 encerrou os anos 1960 como a síntese máxima do luxo democrático e da opulência rodoviária americana.
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