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Ford F-250 Super Cab 1976
Ficha técnica
- Marca
- Ford
- Modelo
- F-250 Super Cab
- Ano
- 1976
- Cor
- Verde
- Situação
- Em andamento
Sobre o projeto
A história deste F-250 Super Cab
Na metade da década de 1970, o perfil do comprador de veículos comerciais nos Estados Unidos passava por uma transformação profunda. As picapes já não eram apenas ferramentas brutas de trabalho rural ou de canteiro de obras; elas se tornavam o veículo de lazer da família, a máquina ideal para rebocar trailers de acampamento em longas viagens e o transporte diário de quem precisava de espaço interno sem abrir mão de caçamba cheia. Para responder a essa nova demanda com força máxima, a Ford apresentou a configuração estendida na sexta geração da F-Series (a célebre era Dentside). É nesse cenário de capacidade superdimensionada e versatilidade familiar que a Ford F-250 SuperCab 1976 conquistou seu posto de referência definitiva.
A grande revolução do modelo residia na cabine SuperCab, introduzida pela Ford para preencher o enorme vazio entre a cabine simples de três lugares e a gigantesca cabine dupla (Crew Cab). A carroceria foi estendida em 56 centímetros (22 polegadas) logo atrás das portas dianteiras, criando um compartimento fechado de 1,2 metro cúbico. Esse espaço adicional permitia duas configurações de fábrica: um assoalho plano para transporte de ferramentas e bagagens trancadas e ao abrigo do tempo, ou dois assentos escamoteáveis laterais (jump seats) voltados para dentro, permitindo transportar até cinco ocupantes.
A estética externa trazia o visual marcante da fase Dentside: uma profunda canaleta estampada que corria longitudinalmente por toda a lateral da carroceria, partindo dos faróis circulares dianteiros até as lanternas traseiras verticais. A linha de 1976 ostentava a cobiçada grade bipartida com dois retângulos pretos em malha fina emoldurados em cromo, encimada pelo capô maciço com as letras "F O R D" espaçadas. Na versão F-250, os eixos de 8 parafusos nas rodas aro 16 e a postura nitidamente mais alta e intimidadora deixavam claro que se tratava de uma caminhonete de 3/4 de tonelada (heavy-duty), com opções de caçamba Styleside longa (8 pés) de aço reforçado.
Sob o imenso capô de aço, a Ford oferecia motores com torque monumental para arrasto pesado e reboque:
300 Six (4,9 litros): O lendário motor de seis cilindros em linha com válvulas no cabeçote e engrenagens de distribuição em ferro fundido, conhecido por sua durabilidade inquebrável e torque brutal em marcha lenta.
V8 360 (5,9 litros): O confiável bloco médio da série FE com carburador de corpo duplo, rendendo cerca de 145 cavalos de potência líquidos com muito fôlego para carga.
V8 390 (6,4 litros): O tradicional bloco FE de grande deslocamento, entregando cerca de 160 cavalos líquidos e expressivos 44 kgfm de torque com carburação de quatro corpos.
V8 460 (7,5 litros / 385-series): A usina de força topo de linha disponível para as versões com tração 4x2, gerando mais de 200 cavalos de potência e colossais 49 kgfm de torque, tornando a F-250 um monstro capaz de puxar trailers enormes montanha acima sem hesitação.
O trem de força era composto pelo câmbio manual reforçado New Process NP435 de quatro marchas com primeira trator (granny gear) ou a indestrutível transmissão automática Ford C6 de três velocidades.
A estrutura apoiava-se sobre um chassi com longarinas de aço carbono de maior espessura e bitola traseira ampliada para maior estabilidade contra tombamento. Nas versões 4x2, a dianteira utilizava o consagrado sistema de suspensão independente Twin-I-Beam (dois braços forjados de aço cruzados com molas helicoidais), que proporcionava um rodar muito mais macio e controlável do que o dos concorrentes de eixo rígido.
Na traseira, um colossal eixo rígido Dana 60 sustentava feixes de molas semielípticas de múltiplos estágios com molas auxiliares para sobrecarga. Para frear o conjunto pesado, os freios dianteiros a disco ventilados eram equipamento de série, associados a grandes tambores traseiros com assistência hidráulica a vácuo.
O interior da F-250 SuperCab 1976 oferecia níveis de sofisticação impensáveis para picapes de anos anteriores, principalmente nos cobiçados acabamentos Custom, Ranger e Ranger XLT. A versão XLT contava com painel revestido em vinil acolchoado com apliques que imitavam madeira nobre de nogueira, carpete espesso no assoalho, isolamento acústico reforçado nas portas e no teto, ar-condicionado integrado de alta capacidade, volante de dois raios com acionamento de buzina amplo e rádio AM/FM estéreo. As janelas laterais traseiras podiam ser fixas ou basculantes (pop-out), garantindo ventilação direta aos passageiros do compartimento estendido.
Robusta, espaçosa e imponente, a Ford F-250 SuperCab 1976 foi um dos pilares que consolidou a supremacia da Ford no mercado de picapes, provando que um veículo pesado de trabalho podia ser simultaneamente uma máquina bruta de arrasto e uma confortável opção de transporte para a família inteira cruzar o continente.
A grande revolução do modelo residia na cabine SuperCab, introduzida pela Ford para preencher o enorme vazio entre a cabine simples de três lugares e a gigantesca cabine dupla (Crew Cab). A carroceria foi estendida em 56 centímetros (22 polegadas) logo atrás das portas dianteiras, criando um compartimento fechado de 1,2 metro cúbico. Esse espaço adicional permitia duas configurações de fábrica: um assoalho plano para transporte de ferramentas e bagagens trancadas e ao abrigo do tempo, ou dois assentos escamoteáveis laterais (jump seats) voltados para dentro, permitindo transportar até cinco ocupantes.
A estética externa trazia o visual marcante da fase Dentside: uma profunda canaleta estampada que corria longitudinalmente por toda a lateral da carroceria, partindo dos faróis circulares dianteiros até as lanternas traseiras verticais. A linha de 1976 ostentava a cobiçada grade bipartida com dois retângulos pretos em malha fina emoldurados em cromo, encimada pelo capô maciço com as letras "F O R D" espaçadas. Na versão F-250, os eixos de 8 parafusos nas rodas aro 16 e a postura nitidamente mais alta e intimidadora deixavam claro que se tratava de uma caminhonete de 3/4 de tonelada (heavy-duty), com opções de caçamba Styleside longa (8 pés) de aço reforçado.
Sob o imenso capô de aço, a Ford oferecia motores com torque monumental para arrasto pesado e reboque:
300 Six (4,9 litros): O lendário motor de seis cilindros em linha com válvulas no cabeçote e engrenagens de distribuição em ferro fundido, conhecido por sua durabilidade inquebrável e torque brutal em marcha lenta.
V8 360 (5,9 litros): O confiável bloco médio da série FE com carburador de corpo duplo, rendendo cerca de 145 cavalos de potência líquidos com muito fôlego para carga.
V8 390 (6,4 litros): O tradicional bloco FE de grande deslocamento, entregando cerca de 160 cavalos líquidos e expressivos 44 kgfm de torque com carburação de quatro corpos.
V8 460 (7,5 litros / 385-series): A usina de força topo de linha disponível para as versões com tração 4x2, gerando mais de 200 cavalos de potência e colossais 49 kgfm de torque, tornando a F-250 um monstro capaz de puxar trailers enormes montanha acima sem hesitação.
O trem de força era composto pelo câmbio manual reforçado New Process NP435 de quatro marchas com primeira trator (granny gear) ou a indestrutível transmissão automática Ford C6 de três velocidades.
A estrutura apoiava-se sobre um chassi com longarinas de aço carbono de maior espessura e bitola traseira ampliada para maior estabilidade contra tombamento. Nas versões 4x2, a dianteira utilizava o consagrado sistema de suspensão independente Twin-I-Beam (dois braços forjados de aço cruzados com molas helicoidais), que proporcionava um rodar muito mais macio e controlável do que o dos concorrentes de eixo rígido.
Na traseira, um colossal eixo rígido Dana 60 sustentava feixes de molas semielípticas de múltiplos estágios com molas auxiliares para sobrecarga. Para frear o conjunto pesado, os freios dianteiros a disco ventilados eram equipamento de série, associados a grandes tambores traseiros com assistência hidráulica a vácuo.
O interior da F-250 SuperCab 1976 oferecia níveis de sofisticação impensáveis para picapes de anos anteriores, principalmente nos cobiçados acabamentos Custom, Ranger e Ranger XLT. A versão XLT contava com painel revestido em vinil acolchoado com apliques que imitavam madeira nobre de nogueira, carpete espesso no assoalho, isolamento acústico reforçado nas portas e no teto, ar-condicionado integrado de alta capacidade, volante de dois raios com acionamento de buzina amplo e rádio AM/FM estéreo. As janelas laterais traseiras podiam ser fixas ou basculantes (pop-out), garantindo ventilação direta aos passageiros do compartimento estendido.
Robusta, espaçosa e imponente, a Ford F-250 SuperCab 1976 foi um dos pilares que consolidou a supremacia da Ford no mercado de picapes, provando que um veículo pesado de trabalho podia ser simultaneamente uma máquina bruta de arrasto e uma confortável opção de transporte para a família inteira cruzar o continente.
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