Ford Mustang GT 1968
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Ford Mustang GT 1968

Ficha técnica

Marca
Ford
Modelo
Mustang GT
Ano
1968
Cor
Preto
Situação
Em andamento
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Sobre o projeto

A história deste Mustang GT

Em 1968, o mercado dos cupês esportivos americanos atingia sua fase mais visceral. Com o Chevrolet Camaro SS e o Dodge Dart GTS crescendo nos retrovisores, a Ford sabia que o apelo original do Mustang — inicialmente concebido como um veículo ágil e acessível para o público jovem — precisava de mais autoridade mecânica e visual. A resposta veio na consolidação do pacote Mustang GT (Gran Turismo), que transformava o cupê, o conversível e, acima de tudo, o cobiçado Fastback em uma máquina de tração traseira impiedosa e madura.

O modelo 1968 refinou a silhueta da reformulação estrutural de 1967. O perfil Fastback ostentava uma linha de teto contínua que descia até o corte afilado da tampa do porta-malas, com as emblemáticas aberturas laterais de ventilação no pilar C. O pacote GT adicionava assinaturas visuais inconfundíveis:

Faróis de neblina circulares montados diretamente no interior da nova grade dianteira;

Remoção do adorno cromado em barra ao redor do emblema frontal, deixando o cavalo selvagem flutuando sobre uma malha preta fosca;

Faixas esportivas "C-stripes" que contornavam as reentrâncias laterais e exibiam a inscrição "GT";

Tampa de combustível cromada com trava de abertura rápida no centro do painel traseiro, ostentando o logotipo GT em relevo;

Novas lanternas delimitadoras retangulares (side markers) embutidas nos para-lamas dianteiros e traseiros, atendendo às novas normas federais de segurança dos EUA.

Sob o longo capô de aço, o pacote GT oferecia um menu de cavalaria que ia do equilíbrio clássico dos blocos pequenos à brutalidade dos motores de corrida:

Small Block 302 V8 (4,9 litros): Introduzido naquele ano para substituir o venerado 289, alimentado por carburador de corpo quádruplo na versão "J-code", rendendo 230 cavalos de potência brutos com funcionamento suave e linear.

FE 390 V8 (6,4 litros): O consagrado Big Block "S-code" com carburador de corpo quádruplo Holley, gerando 325 cavalos de potência brutos e expressivos 58,9 kgfm de torque, perfeito para arrancadas implacáveis.

428 Cobra Jet V8 (7,0 litros): Apresentado discretamente em abril de 1968, era um monstro de pistas com cabeçotes de válvulas maiores e comando mecânico agressivo, homologado para as arrancadas da NHRA. Embora a Ford declarasse conservadores 335 cv para acalmar as seguradoras, o motor entregava facilmente mais de 400 cv nas rodas traseiras.

Para suportar essa cavalaria, o Mustang GT vinha equipado de série com o pacote de suspensão para serviço pesado (Heavy Duty Suspension), composto por molas dianteiras e traseiras com maior taxa de rigidez, barra estabilizadora dianteira mais grossa e amortecedores recalibrados. A frenagem contava com freios a disco dianteiros assistidos de 11,3 polegadas e tambores na traseira. A força era direcionada para o lendário eixo traseiro Ford de 9 polegadas com diferencial blocante opcional Traction-Lok, gerenciado por um câmbio manual reforçado Toploader de quatro marchas com alavanca no piso ou a indestrutível caixa automática de três velocidades C6 Cruise-O-Matic.

O interior do modelo 1968 também incorporou novidades importantes voltadas à segurança e à esportividade: a coluna de direção ganhou miolo absorvente de impacto com novo volante de dois raios almofadado, e o painel de instrumentos adotou mostradores circulares emoldurados com fundo em imitação de madeira ou vinil granulado escuro. Os bancos individuais sem encosto de cabeça elevado permitiam ampla visibilidade traseira, com revestimento canelado em vinil de alta durabilidade e a opção do console central estendido com acabamento cromado.

O Mustang GT 1968 tornou-se uma das maiores lendas da cultura automotiva mundial ao estrelar uma das mais famosas perseguições da história do cinema nas ladeiras de San Francisco, pelas mãos de Steve McQueen no filme Bullitt. Seu equilíbrio entre o peso visual enxuto, a pegada mecânica puramente analógica e o rugido grave do V8 pelas ponteiras duplas de escape cromadas garantiram ao modelo um lugar eterno no panteão dos maiores esportivos clássicos da América.
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Do jeito que chegou ao resultado final