Em andamento
Chevrolet Pick up 3100 1950
Ficha técnica
- Marca
- Chevrolet
- Modelo
- Pick up 3100
- Ano
- 1950
- Cor
- Verde
- Situação
- Em andamento
Sobre o projeto
A história deste Pick up 3100
Em 1947, a Chevrolet inaugurou uma nova era na indústria de utilitários com o lançamento da lendária série Advance-Design. Foi o primeiro grande projeto civil da General Motors inteiramente concebido e lançado após a Segunda Guerra Mundial, chegando às ruas antes mesmo dos automóveis de passeio da marca. Quando a safra de 1950 entrou em produção, a Chevrolet 3100 de meia tonelada atingiu a maturidade ideal de engenharia e estilo, consolidando os traços que no Brasil lhe renderiam o eterno e carinhoso apelido de "Boca de Sapo".
A carroceria da 3100 de 1950 refletia a transição estética do pós-guerra: linhas fluidas, para-lamas dianteiros integrados e uma imponente grade com cinco barras horizontais bojudas, que davam à picape uma expressão amigável e inconfundível. O capô em estilo "boca de jacaré" abria-se para a frente, ostentando o brasão da Chevrolet em relevo.
Na traseira, a tradicional caçamba de perfil stepside trazia estribos laterais externos entre a cabine e os para-lamas traseiros abaulados, com assoalho feito em réguas de madeira tratada intercaladas por frisos metálicos de amarração. O comprador podia optar pela cabine padrão de três janelas (com para-brisa bipartido) ou pela cobiçada versão Deluxe Cab de cinco janelas (five-window), que trazia duas vigias curvas adicionais nos cantos traseiros, eliminando pontos cegos e inundando a cabine de luz natural.
Um detalhe histórico exclusivo marcou o ano de 1950: a transferência definitiva do tanque de combustível. Até 1948, o reservatório ficava montado sob a caçamba; a partir de 1949, a fábrica realocou o tanque para o interior da cabine, posicionado na vertical diretamente atrás do banco inteiriço, com o bocal de abastecimento externo instalado na lateral direita, logo atrás da porta do passageiro.
Sob o capô de chapa grossa repousava a grande lenda mecânica da General Motors: o motor Thriftmaster Six de 216 polegadas cúbicas (3,5 litros), integrante da célebre família Stovebolt. Com seis cilindros em linha, bloco e cabeçote em ferro fundido e válvulas no cabeçote (OHV) — uma sofisticação frente aos motores de válvulas laterais da época —, o motor era alimentado por um carburador Rochester ou Carter de corpo simples com afogador manual no painel. O conjunto gerava 90 cavalos de potência a 3.300 rpm e robustos 24 kgfm de torque logo em baixíssima rotação (1.200 rpm), garantindo fôlego inesgotável para arrancar em subidas com a caçamba cheia.
O trem de força adotava a transmissão manual de três velocidades com a clássica alavanca de comando montada na coluna de direção (uma modernidade que havia estreado no meio do ano anterior, liberando espaço no assoalho para acomodar três ocupantes com folga), ou a caixa reforçada de quatro marchas com alavanca no piso (granny gear).
A tração traseira utilizava o tradicional sistema de tubo de torque (torque tube), com eixo rígido apoiado sobre feixes de molas semielípticas progressivas nas quatro pontas e amortecedores hidráulicos tipo alavanca (lever-action shocks), sustentados por um chassi rígido de longarinas de aço com perfil em "U". A frenagem ficava a cargo do sistema hidráulico a tambor nas quatro rodas, com os tradicionais tambores Huck.
A cabine da linha Advance-Design foi batizada de Unisteel Cab, projetada sob rígidos padrões ergonômicos para a época. O habitáculo era montado sobre calços de borracha que isolavam os solavancos do chassi. O painel de instrumentos em metal exibia um arranjo perfeitamente simétrico: o velocímetro circular ficava à esquerda do motorista, e à direita havia outro relógio circular idêntico agrupando os quatro instrumentos auxiliares (temperatura, pressão do óleo, nível de combustível e amperímetro), ladeados por uma grade central cromada pronta para acomodar o rádio opcional. O banco inteiriço era revestido em vinil grosso e resistente, com espuma e molas helicoidais internas para amenizar as viagens em estradas de terra.
Com seu desenho arredondado, mecânica simples de consertar com ferramentas básicas e confiabilidade à prova de fadiga, a Chevrolet 3100 1949 fincou raízes como a picape mais vendida de sua era, tornando-se uma joia cobiçada do patrimônio automotivo mundial.
A carroceria da 3100 de 1950 refletia a transição estética do pós-guerra: linhas fluidas, para-lamas dianteiros integrados e uma imponente grade com cinco barras horizontais bojudas, que davam à picape uma expressão amigável e inconfundível. O capô em estilo "boca de jacaré" abria-se para a frente, ostentando o brasão da Chevrolet em relevo.
Na traseira, a tradicional caçamba de perfil stepside trazia estribos laterais externos entre a cabine e os para-lamas traseiros abaulados, com assoalho feito em réguas de madeira tratada intercaladas por frisos metálicos de amarração. O comprador podia optar pela cabine padrão de três janelas (com para-brisa bipartido) ou pela cobiçada versão Deluxe Cab de cinco janelas (five-window), que trazia duas vigias curvas adicionais nos cantos traseiros, eliminando pontos cegos e inundando a cabine de luz natural.
Um detalhe histórico exclusivo marcou o ano de 1950: a transferência definitiva do tanque de combustível. Até 1948, o reservatório ficava montado sob a caçamba; a partir de 1949, a fábrica realocou o tanque para o interior da cabine, posicionado na vertical diretamente atrás do banco inteiriço, com o bocal de abastecimento externo instalado na lateral direita, logo atrás da porta do passageiro.
Sob o capô de chapa grossa repousava a grande lenda mecânica da General Motors: o motor Thriftmaster Six de 216 polegadas cúbicas (3,5 litros), integrante da célebre família Stovebolt. Com seis cilindros em linha, bloco e cabeçote em ferro fundido e válvulas no cabeçote (OHV) — uma sofisticação frente aos motores de válvulas laterais da época —, o motor era alimentado por um carburador Rochester ou Carter de corpo simples com afogador manual no painel. O conjunto gerava 90 cavalos de potência a 3.300 rpm e robustos 24 kgfm de torque logo em baixíssima rotação (1.200 rpm), garantindo fôlego inesgotável para arrancar em subidas com a caçamba cheia.
O trem de força adotava a transmissão manual de três velocidades com a clássica alavanca de comando montada na coluna de direção (uma modernidade que havia estreado no meio do ano anterior, liberando espaço no assoalho para acomodar três ocupantes com folga), ou a caixa reforçada de quatro marchas com alavanca no piso (granny gear).
A tração traseira utilizava o tradicional sistema de tubo de torque (torque tube), com eixo rígido apoiado sobre feixes de molas semielípticas progressivas nas quatro pontas e amortecedores hidráulicos tipo alavanca (lever-action shocks), sustentados por um chassi rígido de longarinas de aço com perfil em "U". A frenagem ficava a cargo do sistema hidráulico a tambor nas quatro rodas, com os tradicionais tambores Huck.
A cabine da linha Advance-Design foi batizada de Unisteel Cab, projetada sob rígidos padrões ergonômicos para a época. O habitáculo era montado sobre calços de borracha que isolavam os solavancos do chassi. O painel de instrumentos em metal exibia um arranjo perfeitamente simétrico: o velocímetro circular ficava à esquerda do motorista, e à direita havia outro relógio circular idêntico agrupando os quatro instrumentos auxiliares (temperatura, pressão do óleo, nível de combustível e amperímetro), ladeados por uma grade central cromada pronta para acomodar o rádio opcional. O banco inteiriço era revestido em vinil grosso e resistente, com espuma e molas helicoidais internas para amenizar as viagens em estradas de terra.
Com seu desenho arredondado, mecânica simples de consertar com ferramentas básicas e confiabilidade à prova de fadiga, a Chevrolet 3100 1949 fincou raízes como a picape mais vendida de sua era, tornando-se uma joia cobiçada do patrimônio automotivo mundial.
Veja também
Ver todas