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Ford Sportsman 1947
Ficha técnica
- Marca
- Ford
- Modelo
- Sportsman
- Ano
- 1947
- Cor
- Vermelho
- Situação
- Em andamento
Sobre o projeto
A história deste Sportsman
Logo após o término da Segunda Guerra Mundial, as montadoras americanas corriam contra o tempo para retomar a produção de veículos civis. Com as ferramentas de estamparia e os recursos ainda limitados aos projetos pré-guerra de 1942, o jovem Henry Ford II assumiu a presidência da Ford com a missão de rejuvenescer a imagem da marca. Ele precisava de um veículo de imagem (halo car) deslumbrante, capaz de atrair clientes para as concessionárias e transmitir otimismo, sofisticação e estilo de vida litorâneo. Inspirado por um modelo exclusivo construído artesanalmente pelo lendário designer E.T. "Bob" Gregorie para uso pessoal de Henry Ford II em Long Island, nasceu o cobiçado Ford Super Deluxe Sportsman Conversível 1947.
O Sportsman não era uma perua de madeira (woody wagon), mas sim um raro e luxuoso conversível com acabamento em madeira nobre estrutural e decorativa, criado para rivalizar diretamente com o prestigiado Chrysler Town & Country. A carroceria de aço do conversível Ford tradicional recebia sobreposição de painéis trabalhados na fábrica da Ford em Iron Mountain, no estado de Michigan — onde a montadora possuía suas próprias florestas e serrarias.
A estrutura era uma aula de marcenaria automotiva: o esqueleto era esculpido em freixo sólido (solid ash) ou bordo, com curvas contínuas que contornavam as portas, as laterais e a tampa do porta-malas, enquanto os painéis centrais embutidos eram confeccionados em lâminas ricas de mogno escuro (mahogany).
A dianteira do modelo de 1947 trazia a grade clássica do pós-guerra com finas lâminas horizontais cromadas e o brasão Ford esmaltado em vermelho ao centro, emoldurada por faróis circulares embutidos em aros volumosos. Os para-choques maciços traziam batentes verticais (bumper guards) e frisos vermelhos em baixo-relevo. A capota de lona vinílica bege ou preta contava com acionamento eletro-hidráulico suave, guardando-se atrás do banco traseiro sob uma capa de acabamento rente às linhas de madeira.
Sob o capô bojudo repousava o motor mais emblemático da marca até então: o consagrado Flathead V8 de 239 polegadas cúbicas (3,9 litros). Dotado de cabeçotes de ferro fundido com válvulas laterais e alimentado por um carburador Holley ou Stromberg de corpo duplo, o motor entregava 100 cavalos de potência a 3.800 rpm e cerca de 25 kgfm de torque em baixas rotações. O ronco cadenciado e macio do Flathead empurrava o pesado conversível com linearidade através do câmbio manual de três marchas com comando na coluna de direção.
A mecânica tradicional mantinha a clássica configuração de chassi com longarinas de aço e travessa central em "X", sustentada por feixes de molas transversais semielípticas na dianteira e na traseira, além de amortecedores hidráulicos telescópicos. Os freios eram hidráulicos a tambor nas quatro rodas com sapatas autocentralizadoras, garantindo frenagens seguras para a época.
Por dentro, o requinte artesanal do Sportsman continuava a impressionar. Ao contrário dos modelos convencionais, o Sportsman vinha equipado de série com vidros de acionamento eletro-hidráulico, uma verdadeira inovação e luxo para 1947. O painel de metal trazia acabamento pintado simulando textura de madeira ou pintura granulada, com velocímetro circular central em tom âmbar e relógio analógico elétrico à direita. Os bancos inteiriços eram estofados em couro genuíno de alta qualidade frequentemente na cor vermelha, marrom ou caramelo combinado com inserções de tecido nobre em padrão listrado tipo Bedford cord.
Devido ao custo proibitivo de produção e à manutenção complexa da madeira (que exigia envernizamentos anuais para resistir ao sol e à umidade), o Ford Sportsman teve uma vida curta: foram fabricados pouco mais de 3.500 exemplares entre 1946 e 1948, sendo o ano de 1947 o mais emblemático. Hoje, o Sportsman 1947 é considerado o "Santo Graal" dos Fords do pós-guerra, celebrado mundialmente pelo encontro poético entre a nobreza da marcenaria tradicional e o charme atemporal do conversível americano clássico.
O Sportsman não era uma perua de madeira (woody wagon), mas sim um raro e luxuoso conversível com acabamento em madeira nobre estrutural e decorativa, criado para rivalizar diretamente com o prestigiado Chrysler Town & Country. A carroceria de aço do conversível Ford tradicional recebia sobreposição de painéis trabalhados na fábrica da Ford em Iron Mountain, no estado de Michigan — onde a montadora possuía suas próprias florestas e serrarias.
A estrutura era uma aula de marcenaria automotiva: o esqueleto era esculpido em freixo sólido (solid ash) ou bordo, com curvas contínuas que contornavam as portas, as laterais e a tampa do porta-malas, enquanto os painéis centrais embutidos eram confeccionados em lâminas ricas de mogno escuro (mahogany).
A dianteira do modelo de 1947 trazia a grade clássica do pós-guerra com finas lâminas horizontais cromadas e o brasão Ford esmaltado em vermelho ao centro, emoldurada por faróis circulares embutidos em aros volumosos. Os para-choques maciços traziam batentes verticais (bumper guards) e frisos vermelhos em baixo-relevo. A capota de lona vinílica bege ou preta contava com acionamento eletro-hidráulico suave, guardando-se atrás do banco traseiro sob uma capa de acabamento rente às linhas de madeira.
Sob o capô bojudo repousava o motor mais emblemático da marca até então: o consagrado Flathead V8 de 239 polegadas cúbicas (3,9 litros). Dotado de cabeçotes de ferro fundido com válvulas laterais e alimentado por um carburador Holley ou Stromberg de corpo duplo, o motor entregava 100 cavalos de potência a 3.800 rpm e cerca de 25 kgfm de torque em baixas rotações. O ronco cadenciado e macio do Flathead empurrava o pesado conversível com linearidade através do câmbio manual de três marchas com comando na coluna de direção.
A mecânica tradicional mantinha a clássica configuração de chassi com longarinas de aço e travessa central em "X", sustentada por feixes de molas transversais semielípticas na dianteira e na traseira, além de amortecedores hidráulicos telescópicos. Os freios eram hidráulicos a tambor nas quatro rodas com sapatas autocentralizadoras, garantindo frenagens seguras para a época.
Por dentro, o requinte artesanal do Sportsman continuava a impressionar. Ao contrário dos modelos convencionais, o Sportsman vinha equipado de série com vidros de acionamento eletro-hidráulico, uma verdadeira inovação e luxo para 1947. O painel de metal trazia acabamento pintado simulando textura de madeira ou pintura granulada, com velocímetro circular central em tom âmbar e relógio analógico elétrico à direita. Os bancos inteiriços eram estofados em couro genuíno de alta qualidade frequentemente na cor vermelha, marrom ou caramelo combinado com inserções de tecido nobre em padrão listrado tipo Bedford cord.
Devido ao custo proibitivo de produção e à manutenção complexa da madeira (que exigia envernizamentos anuais para resistir ao sol e à umidade), o Ford Sportsman teve uma vida curta: foram fabricados pouco mais de 3.500 exemplares entre 1946 e 1948, sendo o ano de 1947 o mais emblemático. Hoje, o Sportsman 1947 é considerado o "Santo Graal" dos Fords do pós-guerra, celebrado mundialmente pelo encontro poético entre a nobreza da marcenaria tradicional e o charme atemporal do conversível americano clássico.
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